quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A minha avó é um camionista da Tracopol

Meus caros amigos, amigas e coisas, ontem foi o dia mais triste da minha vida...Descobri que a minha avó é um camionista da Trocopol. Portanto, ainda não me saturei do tema das avózinhas, e como tal, aqui vai o meu relato dos acontecimentos, as it is. Ontem, uma solarenga tarde de terça, depois de ter cumprido o meu dever de cidadão e de ter ido votar, juntamente com o Trimbles, o meu piriquito mais lindo que Deus me deu, a minha família disfuncional decidiu ir jantar a casa da minha avó e comemoar a ascenção eleitoral do Partido Humanista. Eramos para ter todos votado no partido do Pato Bravo com o Cio, mas deve ter havido um erro tipográfico, pois o duckhead não estava lá. Continuando, fomos lá para casa da velha, todos na traseira da Ape50 do corno do meu pai, como a minha mãe lhe chama carinhosamente, num percurso exaustivo de 10 km por caminhos de cabra. É doloroso, mas pela minha avó, eu fazia tudo.
Assim que lá cheguei vi que estava um camião á porta, mas não dei grande importância, achei estranho sim, mas desde que tive o acidente de bicicleta e que perdi 2/3 do encefalo, nunca mais raciocinei da mesma maneira. Um camião amarelo estacionado mesmo em frente da casa da minha avó...Hummm - pensei eu - isto ainda vai dar problema.
Entrei lá para dentro, ja tava a minha mãe da dar acoites ao seu mais velho filho, enquanto acabava de fumar o seu cigarrito ao canto da boca, já assim meio murcho. O meu pai mandou-se logo ao tintol e deixou logo de ser social. Enquanto a minha mãe espancava o meu irmão mais velho, e o meu pai se embebedava, decidi ir cumprimentar a minha avó. Entrei para a sala de estar e tava ela a jogar umas cartas com velhos feios e barbudos, uma nuvem de fumo pairava sobre eles. Nunca tinha visto a minha avó em tais preparos. Avançei sobre a sala enquanto abria os braços em forma de abraço, para a encher de miminhos. Pois, fui logo barrado á entrada. Levei logo uma chapada que fiquei tres dias a ouvir o eco na cabeça. Assim que ela me viu disse "cabrão do miudo, não te disse já que não te quero aqui nesta sala, seu filho dum caralho" eu respondi "Ya", depois ela, "Para a proxima vez parto-te esses cornos ao meio, sai já daqui" e eu "Ya". Sai como ela pediu. Mas não pude deixar de me intrigar com o que se estava a passar. A minha avó, com manga cava, e algo que nunca tinha visto: a tatuagem do ultramar. A minha avó? No ultramar? Não podia ser. Mas, como já disse, por causa do meu acidente de bicla, não dei muita importancia á coisa. Lembrei-me depois de um episódio de quando eu era bebé, uma fotografia no meu album, ao que parecia ser a minha avó com uma erecção, estranho, muito estranho. Vamos ser sinceros, a minha avó é um bocado a dar para o masculino, aquele bigode farfalhudo, e o facto de não ter seios sempre foi algo que me inquietou, mas nunca, mas por nunca mesmo, pensei que a minha avó fosse um camionista da Tracopol. Bolas, peçam-me para entender tudo, menos isto. Um camionista?
O facto do camião, da manga cava, e da tatuagem, não me disseram assim muito, pareceu-me normal. Depois de a minha avó mandar a cartada dela, veio ter com a minha família a cozinha e disse que ia sair. Antes de sair disse-me assim "Miudo, vai-me ai buscar esse frasco de farinha que tá em cima dos maços de tabaco", eu fui, não gosto de desobedecer á GrannyPoop. Fiquei excitadissimo, fora de mim, enquanto gritava "Yupi, a Granny vai fazer um bolinho. A Granny vai fazer um bolinho. A gr..." "CALA-TE" disse ela "Caralho do miudo!". E eu calei-me. Contudo, continuei-me a interrogar, para que é que a vaca da minha avó queria levar a farinha para a casa de banho e não para o fogao para fazer o bolinho. A minha avó já está patarouca, mesmo parva, tá velha, é da idade...Vejam lá bem que ela pensou que a farinha era para por pelo nariz. Encontrei-a na casa de banho a por farinha pelo nariz. Mesmo parva. Fartei-me de rir e chamei-lhe estupida, mas ri-me durante pouco tempo que ela deu-me um pontapé nos testiculos e eu fiquei cheio de dores e chorei. Mas prontos, a minha avó sai da casa de banho com uns olhos esbugalhados e vai-se vestir, a dizer que ia sair. E foi aqui que se fez click na minha cabeça. Ok, n foi bem click, foi só cli. A minha avó vai sair a noite, com os amigos velhos e barbudos. Até ai tudo bem. Mas nenhuma senhora sai a rua, terça a noite, vestindo umas calças de ganga e uma camisa de flanela. Até que eu descobri o ponto chave que me permitiu chegar a esta conclusão, de que a minha avó é um camionista da tracopol. Nenhuma avó, mas nenhuma avó, quando sai a noite, a um terça, com os amigos, mas mesmo nenhuma avó, sai sem levar uma pochete e um fio dental bem sexy (nunca se sabe o que vai acontecer). Ora, a minha avó não levava fio dental. Chamem-me parvo, chamem-me tudo, mas nessa é que eu não vou cair. Olha pa vaca, sem levar fio dental. É claro que eu ia descobrir. Mas ela pensa que eu sou o que?! Parvo?! Otária.

13 comentários:

  1. FOGO, ainda ñ li mas isto é grande. =O

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  2. OMG, não me ri tanto na minha vida xD

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  3. esqueço me sempre de meter no folheto as reacções alérgicas e os efeitos secundários, venho de já pedir um desculpas.

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  4. concordo com o anónimo.

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  5. só tu pa fazeres destas coisas :D

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  6. es a pessoa mais estupida mas com mais sentido de humor que conheço.

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  7. Já me estão a chamar palhaço reparem só xD

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  8. Isto está tão estúpido, mas até tem piada :D

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  9. De nada pequeno :D

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  10. fiquei com preguiça de ler algo tão grande xD

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